quinta-feira, 16 de abril de 2015

Livros sobre História da Baixada Fluminense.

Durante uma pesquisa apurada sobre livros de história do Brasil, descobri alguns clássicos literários sobre a Baixada Fluminense e estou publicando aqui no Blog pois o nosso foco principal é mostrar a cultura, e sobretudo a história desta região do Rio de Janeiro. Confira.



Baixada Fluminense - A Construção de uma História - Sociedade, Economia, Política. IPAHB Editora. Vários Autores. Organização de Gênesis Torres. 2004 - 218 páginas - Um livro endereçado a todos àqueles que desejam conhecer um pouco desta importante região situada no entorno da Baía da Guanabara. Caminhar pelo passado deste território é fazer uma viagem no tempo e nutrir-se das informações que nos possibilitam formar juízo sobre o processo de ocupação e colonização ao longo dos séculos XVI ao XX. Neste processo flui com intensidade a luta do homem para vencer as diversidades de uma natureza bastante hostil. Aqui o homem aprendeu a conviver com diversos povos de tradições e costumes diferenciados. Católicos, Judeus, Árabes, Negros e Asiáticos foram colocados de frente com a história, forjando uma experiência de convivência com poucos antecedentes na história do Brasil.







Pelos Caminhos que a História Deixou - (Stélio Lacerda e Rogério Torres, publicação independente, 2004 - Passeios culturais aos principais sítios e monumentos históricos de Duque de Caxias e municípios circuvizinhos.














O Castelo (que nunca foi) da Marquesa de Santos - DIAS, Ondemar ; NETO, Jandira. O Castelo (que nunca foi) da Marquesa de Santos ou crônica de uma olaria que deu certo. Rio de Janeiro : Wak, 2011. 444 p.

O tema do livro versa sobre a existência de uma magnífica construção que existiu até bem pouco tempo atrás e que a tradição popular (aceita inclusive por alguns historiadores) atribuía à Marquesa de Santos. Seria um Castelo mandado erguer pelo imperador D. Pedro I para a sua amada marquesa, nas proximidades de um extenso Pantanal do rio Sarapuí, onde poderia ficar isolada das intrigas da corte. Os autores, no entanto, após quinze anos de pesquisas nos arquivos e cartórios das cidades do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu levantaram suficientes documentos para colocar aquela faustosa construção no seu contexto histórico verdadeiro. Concluíram que longe do romantismo que evocava, na verdade se tratava da sede de uma fazenda-olaria, das maiores que já existiram na região. A pesquisa resultou no acumulo de seguros dados cartoriais sobre a evolução da cultura e da economia da Baixada Fluminense, trecho, este que, até 1830, pertenceu à Cidade do Rio de Janeiro. O texto contém novas e instigantes perspectivas sobre aquele passado, enriquecido com crônicas que humanizam a literatura acadêmica, todas baseadas em retalhos de documentos históricos que preservaram aspectos do cotidiano daquela gente. 



De Merity a Duque de Caxias - Antonio Augusto Braz e Tania Mario Amaro de Almeida - 2011 - O livro narra à vinda de migrantes nordestinos que se instalaram em Duque de Caxias no bairro da Vila Rosário onde possui a maior concentração, baseada na experiência de seus moradores por suas lutas diárias, construção de suas vidas e famílias. “Há 14 anos realizamos uma apresentação das tradições nordestinas com os personagens históricos e religiosos que engrandeceram o Nordeste, e aqui são lembrados. O Padre Cícero, Lampião e Maria Bonita, José Francisco Nascimento (Dragão do Mar), Irmã Dulce e o trabalho escravo com crianças em lavouras, carvão e cana de açúcar fazem parte das nossas apresentações”, enumerou a moradora do bairro Maria do Socorro.






As belezas da Baixada Fluminense - Renato Kamp - 2003 
- Do Leme à Baixada. O passeio pode, à primeira vista, não parecer atraente. Mas, para o advogado e administrador Renato Kamp, morador da Zona Sul do Rio, rendeu um livro de título surpreendente: As belezas da Baixada Fluminense. Pedaços da história do Brasil e cantos esquecidos do Rio são revelados pelas lentes de Renato e mais sete fotógrafos, e desbravados por uma dedicada pesquisa transformada em texto. Acostumado a ver a Baixada de passagem, o autor se interessou por um mundo alheio - que freqüenta o noticiário como palco de crimes e fornece mão-de-obra à Zona Sul da cidade. - Quem mora no Leme passa pela Baixada para ir a Petrópolis, Teresópolis. Há 20 anos, quando morava em São Paulo e vinha de trem, ele descarrilava e eu andava pelos trilhos da Baixada. Conheço a região desde os anos 50 - conta Renato. Da Baixada, com uma arquitetura tida como de ''puxadinhos'', Renato encontrou o verde: reservas ecológicas e estradas férreas nos fundos. - Além disso, existem exceções na arquitetura. Em Nova Iguaçu e em Caxias há áreas maravilhosas e prédios de dar inveja ao Rio. Ao todo, foram estudados e retratados 14 municípios, incluindo os três da Baixada litorânea. Em 4 mil quilômetros percorridos de helicóptero, trem, alguns carros e táxi, Renato e sua equipe fizeram 1.400 fotografias. O resultado é um retrato de potencialidades de uma região que tem a metade da renda per capita média do Estado. - O livro foi escrito muito antes do Fome Zero e já mostra pessoas que passam o dia tentando encher a barriga. Mas não se trata de uma ode à miséria nem de elogio às belezas plásticas das favelas. Na Baixada, prova Renato, há belezas para todos os gostos. Em Japeri, tem uma estação de trem que veio desmontada da Inglaterra, igrejas e fazendas de arquitetura portuguesa do século 18. No litoral, belos balneários. E ainda rampa de asa-delta, campo de golfe, fábrica transformada em universidade. - É um resgate da memória através de caminhos históricos. Parte dos caminhos do ouro, da cana-de-açúcar e do café, a Baixada Fluminense foi a alternativa para o transporte de riquezas para a corte real. O ouro de Minas Gerais ia para Parati e costumava vir para o Rio de barco. Mas os ataques de piratas fez Inhomirin, na Baixada, se tornar a nova rota do ouro. Outra curiosidade histórica contada por Renato é a origem do nome do município de Queimados. Para a construção de uma estrada de ferro, os ingleses trouxeram 20 mil chineses, que morreram, quase todos, com malária. Queimados foi o local onde os corpos foram incinerados na segunda metade do século 19. Depois de uma pesquisa de um ano, a crítica que o autor faz é à Petrobras, que tem oleodutos e gasodutos na região mas não investe nas estradas. Quando chove, conta, os ônibus ficam até quatro dias sem circular. A falta de conservação foi responsável por três carros quebrados durante as pesquisas. E as estradas foram o principal risco a que se expuseram os pesquisadores. - Não me senti em nenhuma situação de risco. O preconceito é todo nosso. O livro As belezas da Baixada Fluminense foi patrocinado pela Eletrobrás, com incentivo da Lei Rouanet e apoio da IBM. Fonte: Ministério dos Transportes.





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